Bastidores da Concorrência entre empresas de ônibus e companhias aéreas - Capitulo 4

    Em resposta aos serviços sofisticados ao setor aéreo, bem como o do seu próprio setor, a Viação 1001 Ltda lança no mesmo ano ao serviço Double Class, que nada mais é que a adoção de dois serviços num ônibus de dois andares, onde no piso inferior encontram-se seis poltronas-leito, num salão reservado com água mineral, café e kit-lanche; na parte superior encontra o serviço executivo com 40 poltronas.
   Mas para este serviço ser disponibilizado para seus usuários, foi preciso várias tentativas da Auto Viação 1001 para entrar na rota rodoviária São Paulo – Rio de Janeiro. Na segunda metade da década de 90 a empresa recebe autorização para operar a linha Niterói (RJ) – São Paulo (SP), mas tinha intenções de obter paradas na rodoviária do Novo Rio no Rio de Janeiro, tanto para embarque como para desembarque. Esta escala na rodoviária do Novo Rio teve repercussões em âmbito judiciário, pois o “pool” formado por Itapemirim, Cometa e Expresso Brasileiro entrou na Justiça contra a entrada da empresa na rota. Sendo assim, a empresa viu-se obrigada a suspender a seção na rodoviária do Novo Rio da linha Niterói – São Paulo.

   A saída encontrada pela 1001 para continuar a oferecer um serviço diferenciado aos seus passageiros foi à instalação de uma Sala de embarque nas proximidades da Rodoviária Novo Rio, para poder atender a demanda de passageiros que era atraída pelos diferenciais da empresa em fazer o trajeto Rio – São Paulo em aproximadamente 5 horas, sem paradas, uma vez que oferecia lanche e bebida a bordo de seus ônibus modernos com ar-condicionado. Após várias tentativas de entrar legalmente na ponte rodoviária, a 1001 consegue em julho de 1998 sua chance através da compra dois horários da Viação Cometa, que posteriormente seria comprada pelo Holding que controla a Auto Viação 1001. Em 1999 a 1001 inova o setor disponibilizando o serviço Double Class, conforme mencionado anteriormente.
   No ano de 2000 seria marcado pelo advento da GOL Linhas Aéreas no mercado aéreo que seria sentido no setor rodoviário. Em reportagem a Revista VEJA, a repórter Thaís Oyama extrai do senhor Nenê Constantino, dono da maior frota de ônibus do Brasil e criador do GOL, como vai ser sua companhia aérea:

Quando os Boeing de Nenê estiverem no ar, ele vai continuar com as botinas fincadas no chão e, grudado na filosofia de custos reduzidíssimos, não pretende servir um mísero pão de queijo a seus passageiros. A idéia é que esse trem voador seja barato, não chique. Sô. (OYAMA, 2002, p.107)


Antes de analisar o impacto da entrada da Gol no mercado brasileiro, damos uma leve retrospectiva sobre a companhia aérea:


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