Bastidores da Concorrência entre empresas de ônibus e companhias aéreas - Capitulo 6

   Demonstrada a diferença de tratamento governamental entre companhias aéreas e empresas de ônibus, percebe-se um dos fatores que influencia a disputa entre os modais. O auge desta disputa foi alcançado em 2004, com o anúncio em meados deste ano, das passagens aéreas a R$50,00, para qualquer parte do Brasil.
   Não só associações de classe, com ABRATI se manifestaram contra esta medida, mas o órgão regulador do setor aéreo o Departamento de Aviação Civil (D.A.C) determinou que a “promoção” (segundo o D.A.C) fosse interrompida, requisitando as planilhas de custos para avaliar se as companhias aéreas tinham condições de praticar tais preços.
   Os acontecimentos decorrentes das guerras tarifárias e dos incentivos governamentais fizeram com que houvesse mudanças no setor rodoviário de passageiros. Dos últimos cinco anos grandes serviços foram disponibilizados para os passageiros:



NOS MESMOS MOLDES
DO SETOR AÉREO


CONFORTO
SEGURANÇA
RESERVAS DE PASSAGENS PARA POSTERIORMENTE PODEM SER RETIRADOS NO GUICHÊ


ÔNIBUS COM DOIS ANDARES DOUBLE DECKER
CÂMBIO AUTOMÁTICO
(DIREÇÃO SUAVE)
PAGAMENTO COM CARTÃO COM POSSIBILIDADE DE PARCELAMENTO
POLTRONAS COM INCLINAÇÃO 180 GRAUS

POLTRONAS DE 1,90 DE COMPRIMENTO


BAFÔMETRO NA SAÍDA E CHEGADA
DOS MOTORISTAS NAS GARAGENS
OFERECIMENTO DE PROGRAMA DE
FIDELIDADE
AGUA MINERAL E CAFÉ
LANCHE
AGENTES FISCAIS DA EMPRESA
ACOMPANHANDO O MOVIMENTO
NOS PONTOS DE PARADA


Quadro 2 - Otimização do transporte rodoviário – Adaptado pelos autores, baseando em Palhares e Revista CNT



   Nos primeiros meses do ano de 2005, uma nova investida da GOL Linhas Aéreas. Para melhor exemplificar o acontecimento usamos uma das manchetes do Jornal Folha de São Paulo, do dia 08 de marco de 2005:


GOL reduz preço e pode abrir guerra tarifária
Empresa diz querer consolidar imagem de oferecer as menores tarifas; Varig responde com descontos na Páscoa. (PRADO, 2005, B5).


Os motivos pelos quais a GOL optou pela esta iniciativa de reduzir seus preços, em até 56%, se deu à adequação à filosofia de baixo custo e baixa tarifa (low cost, low fire). Denominada de reestruturação tarifária, esta queda de preços foi sentida na ponte aérea Rio-São Paulo que no preço da época, só de ida ou volta, de R$175,00 saia para R$112,00. Enquanto suas concorrentes eram de R$366,00 da VARIG e R$238,00 da TAM.


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